A VIDA OFERECE, DIA A DIA, NOVOS ARES, NOVAS CORES. CONTINUA SENDO ESCRITA COM POESIA em WWW.ESCREVENDOAVIDACOMPOESIA.BLOGSPOT.COM

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Beijar Em cada olhar pode haver um beijo.
Em cada palavra pode haver um beijo.
Em cada encontro pode haver um beijo.
Pode-se beijar lugares, pessoas, animais...
Sem o contato dos lábios,
Com sentimento, intenção...

Com amor nossos espíritos se tocam, se saúdam...
E podem se fundir.
Com amor beijamos corações, beijamos almas...
Mesmo em ausência do toque,
Mesmo privados da ação.

O melhor beijo é o que se dá com o coração !


Bommmmmmmmmmmm dia !

domingo, 30 de janeiro de 2011

Silêncio
Silêncio é silêncio ?

Há muitos sons no silêncio.

Há música no silêncio.
Há ecos no silêncio.

Há surpresa e estranhamento,
Alerta, descoberta,
Revelações... contentamento.

O silêncio comunica e conta,
E também guarda,
E desperta.
Soma, subtrai, multiplica.
Sussurra, grita, tagarela.
Questiona, aponta, esclarece.

O silêncio comove.
O silêncio move.
O silêncio mobiliza.
O silêncio modifica.
O silêncio renova, preenche, abastece.

O silêncio alcança a alma.
É entrada, é estrada,
É caminho, é encontro,
Ausência cheia,
Meio inteiro,
Paz completa.

Experimente !


Bommmmmmmmmmmm dia !

sábado, 29 de janeiro de 2011

Olhar
Olhos que olham apenas para fora,
Parecendo acordados,
Estão ainda adormecidos.
São janelas ilusórias
De um de nossos sentidos.

Enxergar é mais que ver.
Ver é mais que olhar,
Mais que captar informações,
Mais que formar imagens na retina.

O olhar que olha apenas para fora
Buscando encontrar
Está perdido.
O mundo a desvendar está além,
Conosco... consigo, comigo...

Olhos que olham apenas para fora
Distanciam-se facilmente do agora,
Procurando, equivocados,
No futuro ou no passado
As bençãos ansiadas,
O bem querido.

O olhar que olha apenas para fora
Habitua-se, acomoda-se
Ao crer limitante dos órgãos da visão.

São olhos pobres,
Inebriados, entorpecidos,
Celibatários,
Esquecidos...

Precisam urgente enamorar-se da alma...
E casar com o coração !...


Bommmmmmmm dia !

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mais vida ! Tudo está banal demais ! Valores descartáveis, vidas descartáveis.
Deturpamos o senso de importância, estamos invertendo pesos e medidas.
A violência não está dando certo. O materialismo não está dando certo.
Deve haver algo além... das coisas, do tato, da visão.

Deve haver algo além... que nos oriente e dirija para o nosso próprio bem !

Talvez nos falte encontrar um eixo, algo superior no íntimo humano:
uma força, uma energia que nos direcione melhor, pelos caminhos do equilíbrio.
Talvez nos falte simplesmente tornar todo o presente mais sagrado:
pessoas mais sagradas, momentos mais sagrados.

Há algo divino dentro de nós - em alguns momentos o sentimos.
Temos deslocado esse poder para objetos sem valor intrínseco.
Podemos redirigi-lo !

Coisas muito simples também podem ser muito especiais !
Sentir a brisa no rosto, contemplar um jardim, caminhar... ficar em silêncio.
Pode haver algo de sublime em tudo isso, na essência de cada situação.
Elas contêm o que mais queremos: paz, tranquilidade interior - o cerne da felicidade.

Podemos nos reinventar, nos redescobrir, cultivar valores pessoais que transcendam padrões, buscando e incorporando outro saber.

Podemos despertar esse poder interno dorminhoco colocando mais vida nas coisas... ao invés de mais coisas na vida !



Bommmmmmmmm dia !

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Sofrer O que é sofrimento
Senão a frustração
Que toma corpo do desejo,
Um estado de ausência
Ou inadequação,
A insatisfação do anseio,
Uma privação relativa ?!

Sofrer
É o tormento de não ter,
O padecimento
Por não poder o pensado,
O querido, o ideal.

Produto de instância interior,
É pena auto-infligida,
Fruto da relação
Com a própria expectativa...

Possível de ajustar !


Bommmmmmmmmmm dia !

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

É agora !
Entre a história e a idéia,
O que foi e o que será,
Mora a verdade do agora...
Que também passará.

Entre o eventual amanhã
E o que já se foi
Mora o momento presente,
Singular, inteligente,
A possibilidade real, inerente
À pessoa que está
E não sabe,
Não pode saber se estará.

Entre a areia e o oceano
Encontram-se a praia e as ondas
Que quebram,
Que trazem e que levam...
E é onde está
A vida vivida
E não ideada,
Tão pouco passada,
Mas real, arenosa
E molhada,
E bela.

A vida é agora...
E não espera
Para acontecer !


Bommmmmmmmm dia !