A VIDA OFERECE, DIA A DIA, NOVOS ARES, NOVAS CORES. CONTINUA SENDO ESCRITA COM POESIA em WWW.ESCREVENDOAVIDACOMPOESIA.BLOGSPOT.COM

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ciúmes
Dar-se de presente, doar-se,
É diferente
De dividir-se...
Perdendo parte.

Possível abrir mão da matéria.
Mas e da alma que ela leva ?
Pedir demais !

Ah, livros !...
Acrescentam-me...
E contêm.
Plantando idéias,
Semeando também prazer.

Neles me coloco...
Em grifos, negritos,
Notas, marcas... divagações.
Imprimindo o pensar...
E as emoções.

Tenho ciúmes !
Emprestá-los é arriscar
Não me rever, revisitar...
Reencontrar
Com quem já fui...
Ou quem serei.


Bommmmmm dia !


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dependências2
Adultos nos deveres,
Adolescentes nas dúvidas,
Crianças nas esperanças,
Crescemos, esticamos...
Mudando obrigações,
Conquistando liberdades.

E senescemos...
Mantendo-nos infantes
Grandes,
Eternos dependentes...
De afetividade.

Bommmmmm dia !

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A bordo... da nave da vida
Somos
Viajantes do tempo,
Turistas da eternidade,
Passageiros dos momentos,
Visitantes das lembranças.

Somos
Hospedeiros,
Escritores de história...
Saltimbancos,
Dançarinos sem roteiro,
Tripulantes do presente,
Navegadores
Dos mares da memória.

Somos
Imanência...  
Entidades itinerantes
Engendrando vida
A bordo da existência !...

Bommmmm dia !

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Em nós
Tens em ti parte de mim.
Carregas contigo o que me falta...
E assim me possuis... como eu a ti.

O que me completa te arremata,
O que nos une, invisível,
Costura, ata.

O amor nos constrói.
Se algo dói
É a paixão que mata.

Bommmmmm dia !


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dia a dia
Tudo é tinta
Querendo ser tela.
Pintar é aceitar
E acolher as idéias.
Transpor
Em textura
Os sentidos
Que o momento revela.

Em dança,
Entra dia, sai dia,
O pincel avança
Traçando o viver.


Bommmmmmm dia !


domingo, 7 de agosto de 2011

Ecos do silêncio
O silêncio faz segredo.
Sabe sempre
Mais que diz.

É manso
Mas ecoa.
Reverbera em ondas,
Vagas de energia.

A luz d’alma,
Audível em mente,
É percebida, silenciosa,
Internamente.


Bommmmmm dia ! 


sábado, 6 de agosto de 2011

J o g o s
Crescemos ?
Aumentamos de tamanho, alteramos responsabilidades, mudamos deveres, refletimos sobre direitos. Direito ?

Apesar de termos espichado – atribuindo-nos, além de novos manequins, outros patamares de maturidade - continuamos um tanto infantis.

Como negar ? Mantemos em nós, ao menos em parte, aquele ser que não sabe e, temeroso, dividido, recebe o novo de forma insegura, ainda que em pose de entendido.

Administramos alguns setores com mais habilidade que antes. Mas é só. Permanecemos com dúvidas, recheados de incertezas, tateando muitos assuntos no escuro, buscando firmar os pés em terrenos conhecidos... como se não se renovassem ad eternum, oferecendo variáveis infinitas na composição de experiências.

Queremos saber. Queremos profundamente a segurança de pensar que sabemos, de pensar que podemos, de que controlamos tudo. E, ainda mais infantis que crianças pequenas, não podemos perder, padecendo da doença do orgulho.

Segurança ? Doce ilusão ! Miragem renovada auto-imposta que apenas parece nos empurrar adiante. Uma criança repousa eternamente em nós, acordada, por vezes, aos prantos ou aos gritos. Diante de algumas situações surpreende-se assustada, refém dos próprios questionamentos. O que fazer ? Como eu, adulto, maduro, não sei ?

A vida joga xadrez... em versão sem regras totalmente definidas: modalidade que jamais aprendemos plenamente a jogar. A porção criança, que às vezes nos rege, não a domina.

Mas essa criança acostumou-se a brincadeiras juvenis, habilitou-se em certas representações, aprendeu, sob outras regras, versões diversas de esconder, pegar... e “vencer”. Cresce e agrega, no formato pôquer, as cartas. Faz-se e deixa-se ser peça de tabuleiro, pulando, blefando, ocultando, acautelado... na tentativa de esquivar-se de riscos, escapulir de dificuldades, escapar à realidade ou postar-se diante de indecisões.

Joga consigo mesmo... e em suas relações, brincando em pretensa seriedade, num esconde-esconde que mostra a face mas camufla emoções.

Tempo perdido ?!
Trabalho, no mínimo, dobrado.
Jogo de criança grande... que não quer perder.



Bommmmm dia !