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sábado, 18 de junho de 2011

Pela metade
Quantos de nós vivem de mentira, realidades maquiadas ou vazias ?!
Quantos de nós parecem satisfazer-se estando pela metade,
Sendo porções pequenas do que poderiam ser ?!

Muitos incorporam situações aflitivas como definitivas,
Têm obstáculos como limites instransponíveis,
Barreiras pontuais como existenciais...
Aceitando meramente estar “vivos”.
Rendem-se !

Tantos corpos se deslocam,
Transportam-se como mercadorias,
Movidos por rasa ilusão.
Em busca de subsistência, aventura...
Ou de um porto “seguro”
Onde amarrar o coração ?

Quanto osso e quanta carne caminham...
Acompanhados e sozinhos !
Idealizam lugares, trabalhos, pessoas, destinos.  
Exploram o mundo esperando encontrar-se.

Tantos seres, a esmo, procuram a si mesmos
Em algum lugar...
Fora de si !
Alguns, sem perceber, tentam se esconder
Do que parece difícil enfrentar.
Muitos são os andarilhos, fugitivos das próprias emoções !

Vidas se arrastam enquanto dias passam, horas voam.
Corpos não têm a mesma noção de tempo que os corações. 
Corpos correm alucinados : tempo algum é o bastante !
Almas pulsam em outras dimensões.

Enquanto nossas consciências estiverem dormentes...
Ou arredias,
Nossos corpos serão dirigidos ao bel sabor
Da demanda exterior.

...E viveremos pela metade,
Sendo as próprias mentiras.


Bommmmmmm dia !